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Comfort Food
Edição 35 - Setembro de 2012

Um e-mail recebido de nosso produtor gráfico dizendo que estaria "off line", pois iria comer a costela feita no forno de barro da roça do avô, foi um assunto que despertou comentários no Restaurante. Logo, uma cozinheira lembrou do arroz feito com açúcar pela sua mãe (um arroz preparado tendo como base um caramelo, mas que vai alho e sal) acompanhado de salada de tomate, couve refogada e torresmo; outro garçom já lembrou do lagarto que o avô fazia, finalizado com suco de laranja e queijo. E eu, envolvida na conversa, logo voltei no tempo e me lembrei da infância, quando minha mãe fazia, como ninguém, o pão caseiro que levavámos para assar na padaria da cidade (que padaria aceitaria isto hoje??), a salada de fruta, que só depois de muito tempo percebi que ela colocava um pouco de essência de baunilha no suco de laranja, sem contar que o corte das frutas era impecável, tudo na medida certa, e o pudim de pão. Hum… que saudades! Aí, a cabeça foi mais longe e me lembrei que na fazenda dos meus tios a Dª Benedita, uma negra filha de escravos, fazia comidas maravilhosas e entre elas, as preferidas eram o biscoito de polvilho (totalmente diferente dos que se encontra hoje) e a goiabada feita no tacho, servida na palha do milho.

Para ser os primeiros a experimentar, tinhamos que ajudar a mexer o tacho, o que era feito por Mas quem reclamava? Pois é, esse tipo de comida que traz nostalgia, tem nome: Comfort Food. Ela pode ser caseira, mas não necessariamente. O que ela tem que fazer é mexer com as memórias, trazer a sensação de bem estar e por isso, está muito ligada à infância, a comida da mãe, da vó, da tia… Com intuito de despertar a memória gustativa ligada à infância, alguns restaurantes deixaram de lado a sofi sticação e se especializaram nesta nova tendência gastronômica. Este movimento, nascido nos Estados Unidos, em contraponto ao fast food, caiu nas graças dos chefs brasileiros há algum tempo. A proposta desta cozinha é o resgate afetivo das lembranças por meio da comida. Acho, muito difícil este tipo de cozinha num restaurante, pois cada um, tem na lembrança um prato em especial.

Então como servir Comfort Food ? Lembrei-me de uma crônica de Walcir Carrasco na revista Veja, da qual ele contava a história de uma mulher que tenta fazer uma pizza para o marido como a da mãe. Ela tenta de tudo, comprar a massa na melhor pizzaria do bairro, finalizar com os ingredientes corretos, fazer a massa, o molho; mas nada funcionava, ele sempre dizia: "Está boa, mas não é igual à da minha falecida mãe". Até que um dia, quando ela estava no supermercado, irritada, comprou aquelas massas pré assadas, o molho de tomate pronto e chegando em casa "jogou"o molho na massa, acrescentou ervilha, mussarela e presunto picados de qualquer jeito e assou. Quando o marido chegou, para sua surpresa disse: "Ah, hoje sim, a pizza está igualzinha a da mamãe"! Pois é, não é tão facil prepararmos este tipo de comida… Quem se habilita?

 


 

 

       
         
         
         
         
         
       
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