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Como esquecer a feijoada do Vicente de Paula?
 

A vida de restauranteur não é fácil!
Edição 17 - Março de 2011

Nossos colegas profissionais de hospedagem que nos desculpem, mas a vida dos restauranteurs é muito mais complicada, cheia de adrenalina!!

Peguemos a véspera de um feriadão, por exemplo, numa cidade como Campos do Jordão. É prática entre os hoteleiros, para confirmar uma reserva, solicitam uma percentagem, adiantado. Feito isso o cliente está assegurado com seu espaço e meu amigo hoteleiro, por vezes um mês antes do feriado acontecer, tem como programar com tranquilidade tudo o que vai precisar.

E o restauranteur? Já sem falar em impensaveis adiantamentos, quantos quilos de file mignon vai comprar? Quantos fondues de carne serão pretendidos pelos consumidores? Sim, a vida é mais agitada para nos.
No meu caso, especificamente, que labutou em marketing a vida profissional anterior, até que a mudança não foi nem tão radical. Eu e Zezé Meireles curtimos muito a agitação e as constantes alternativas que nos obrigam a reprogramar com frequencia pontos até então dogmáticos. Dois restaurantes e um catering nos obrigam, diariamente a repensar.

É colossal a diferença entre “tocar” um hotel ou pousada e um restaurante. Recontratação de funcionários, por exemplo. Alguns locais de hospedagem simplesmente não readmitem funcionários que sairam. Em restaurante isso é inviavel. Existe constante entre e sai!! Por gosto? Não! A questão volta ao tema adrenalina, pois só quem convive com cozinha profissional sabe que não existe um dia igual ao outro. É adrenalina pura a cada instante e por vezes, puff!! Alguém “larga tudo e vai embora”. Pouco tempo depois, a reflexão é feita e sente-se que “não é fácil repor o fulano” enquanto o funcionário que saiu pensa: “está difícil um lugar em que me adapte tão bem como aquele onde trabalhei por tanto tempo”. Resultado: recontratação!

Talvez, em nossa história, o funcionário que mais vezes entrou e voltou tenha sido Vicente Ferreira de Paula. Teimoso e nervozinho preparava uma farofa úmica inigualavel. Seus molhos sempre foram impecáveis. Trabalhou para nossas empresas no Ludwig, no Davos e até na Gourmet no curto tempo em que fizemos a cozinha de um hotel recém inaugurado em Campos do Jordão. Impossível esquecer a feijoada do Vicentoso!! Nos deixou pela última vez em meados do ano passado. Em reuniões mantidas com nosso pessoal de cozinha, conjecturavamos “quando vamos trazer o Vicente de volta”?

Não vai ser mais possível, Vicente faleceu abruptamente no mes de fevereiro último. Vai fazer falta e ficam aqui nossos pedidos ao Senhor para que descanse em Paz.

Fausto de Moura Magalhães
fausto@grupomouramagalhaes.com.br

 

 
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