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Foto obtida por Roberto Riberto, fotógrafo líder da Interfoto. Profissional qualificado que me acompanhou por mais de duas décadas como nesta inesquecível foto obtida nas areias de Amaralina
 

Viajando com Caymmi e seu violão
Edição 22 - Agosto de 2011

Trabalhei em marketing com remédios, embalagens e equipamentos médicos, mas nada foi mais ativo do que cigarros. Independente da discussão sobre “saúde” foi uma experiência rara ter sido convidado a participar da equipe da recém-chegada, Philip Morris nos idos de 1974. Naquela época gerenciava a área de promoção e Comunicação Social - antigamente chamada de Relações Públicas.  Participei do lançamento do Galaxy, o primeiro cigarro com baixo teor de nicotina e alcatrão, integrei a equipe que lançou o Shelton King Size, além do marco de carreira, o Marlboro, em 1976. Lançar uma marca nova de cigarros era uma missão hercúlea, pois, enfrentávamos a competente e qualificada Cia Souza Cruz. Muito dinheiro envolvia além da média tradicional, atividades promocionais como samplings e tudo o que é praticamente inexistente nos dias de hoje.

 

Tudo foi marcante. Lembro quando realizamos os torneios internacionais de tênis em Curitiba (a fábrica da Philip Morris ficava sediada lá), e um torneio internacional de backgammon no Copacabana Palace no Rio de Janeiro. Além disso, como se esquecer do patrocínio a um veleiro na prova oceânica Cape Town / Rio? Não foi fácil, mas me  orgulho do que ajudamos a construir.  De todas as experiências, uma delas merece destaque, não pelo resultado do trabalho (lançamento de uma marca de cigarros denominada Nacional Magnus, que se transformou num incrível fracasso), mas pelo fato de ter tido a oportunidade rara de passar semanas na companhia de Dorival Caymmi, escolhido para ser “garoto propaganda” e gancho daquele lançamento.

 

Caymmi com uma calma e ternura constante foi um companheiro de viagem e um profissional com quem tive a satisfação de ter trabalhado. Estivemos nas mais importantes capitais do Brasil, mas a melhor passagem foi por Salvador. Foi ali, que o meu querido artista mostrou a um “sulista”, o que é ser amado e respeitado por seus conterrâneos. Almoçar e jantar em restaurantes era um exercício de paciência, pois éramos interrompidos (eu apenas em solidariedade) por inúmeros frequentadores dos estabelecimentos. Jamais, em todo o tempo, vi uma manifestação de irritação de Caymmi que a todos atendia com seu sorriso e fala mansa, permanentemente estampada num rosto que apenas refletia paz e alegria. Sim, juntando tudo o que passei, aquele período com Dorival Caymmi, foi inesquecível. Privilégio que posso ter na recordação. Ahhh... os maravilhosos acordes daquele violão!  Que o Senhor o tenha.



Fausto de Moura Magalhães
fausto@grupomouramagalhaes.com.br

 
     
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